sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Desabafos sobre Amor

Romantizamos tanto o Amor, que nos esquecemos de como O viver realmente, não queremos lutar por ele, preferimos que haja um acidente, e, como num filme do Sparks, o outro lute por nós como se não houvesse amanhã, queremos fazer um dueto como nos filmes da Disney e ser infinitos. 
O pessoal esquece-se que isso é só no big screen...


Dou por mim a ver que não sou eu quem vê mal o Amor, mas que a larga maioria tem a visão turva.

Existe uma propagação do Medo, todos o temos, é das mais básicas emoções que podemos sentir. É uma coisa muito humana de se ter.

Mas medo de sermos felizes, de nos entregarmos e acabarmos magoados. 
Medo que não consigamos encontrar a nossa "The One". 
Medo de Amar. 
Medo de lutar e não vencermos a luta.
Medo de estarmos sozinhos.

É a isso que nos reduzimos?

O que deviamos é ter coragem para viver, e não fazer com que Medo nos retraia de viver!
We are more than fear


Temos que ser maiores que aquilo que tememos, maiores que a rotina, maiores que a nossa inacção para sermos felizes.

Tenho me apercebido que cada vez mais se vê o exacto oposto, só vivemos em Medo, as pessoas perderam aquele factor que os fazia amar ao ponto de dizerem ser alma gémea de alguém, hoje é tudo mais um mercado, o da carne. Que quando não dá, passa pó próximo. 
É o Tinder da vida real e com um swipe esquecemos e seguimos em frente.

Vivemos numa realidade virtualizada em que não queremos ajudar a "arranjar" a outra pessoa. Queremos um produto, não um ser humano capaz de fazer merda e de aceitar que a façamos também. Vivemos numa época imperdoável. E quem o faz é marginalizado.

Vivemos numa era em que homem que é homem não chora nem tem sentimentos, e tem que ser de ferro, não podendo de forma alguma almejar a ser outra coisa que para além de cabrão/ mulherengo - boa pessoa/ melhor amigo. Se cai fora desses estereótipos é traído por quem mais próximo é, pois foi um ser humano num mundo de personalidades produzidas.
Enquanto que eu quero acreditar que existe alguém "taylor made" para mim, a verdade é que não é fácil encontrar isso.

E se calhar, vocês quando encontrarem a vossa, fogem porque já foram magoados, desistem porque não sabem o que é lutar por alguém, etc...

Todos queremos a nossa alma gémea, mas isso não faz com que aceitemos o facto que não é de mão beijada.

This ain't Disney baby, a vida é fodida.

4 comentários :

  1. ê, propz para mim na parte da alma géma sff!

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    1. Falou e disse. Mas se queres um Conselho à borla. Existe um Taylor made teu. Aqueles que tens em casa que estão contigo, todos os dias ou não é que provavelmente, independentemente de todas as dores de cabeça que possas dar, hão de continuar contigo. Esse sim é amor, e o resto que venha e vá, estas aqui forte p colecionar memórias.

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    2. Não é de todo o tipo de Amor a que este texto se refere pah!
      É verdade, família ajuda sempre, mas também é aquela cena que família é nos imposta, nem toda a família ajuda!

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